Presidente de Latinoamerica

Sexta, as 23h30

A TV Pública (Canal 7) fez uma série de documentários com presidentes da América Latina. Na próxima sexta-feira exibe a primeira parte das entrevistas com Lula. O programa começa as 23h30.

Fonética

Por Dios, onde é que eu ponho a língua?

Pode parecer fácil para os brasileiros falar espanhol, mas não é. Um dos problemas é que há sons no castelhano que não existem no português.

Por isso hoje este será o único post de hoje. Vou passar o dia inteiro com jeito de louca, em casa, fazendo os exercícios da aula de fonética. Nem preciso dizer que é a aula mais divertida…

O negócio é ficar repetindo sons, mudando a língua de lugar, ouvindo a própria voz e, claro, os próprios erros. Gravar textos e ouvi-los.

No início, parece uma loucura geral, mas depois a gente vai entendo melhor como o som se forma. E cada avanço é uma vitória.

Para os interessados em melhorar a pronúncia, compartilho o site que utilizamos em aula. O bom é que está em espanhol, inglês e alemão. É só clicar aqui.

Para praticar, um “trabalenguas”  clássico:

Erre com erre, guitarra

Erre com erre, carril

Mira que rápido ruedan

Las ruedas de hierro

Del ferrocarril

en celo

Adivinha o tema do livro? Sexoooo

 

Na coluna de hoje no Blog do Noblat, deixo algumas sugestões de antologias que trazem textos da chamada Nova Narrativa Argentina.

Entre eles, os livros En Celo (ao lado), Buenos Aires escala 1:1, La joven guardia e Una terraza propia.

São textos de autores como Washington Cucurto, Juan Terranova, Andrés Neuman, Diego Grillo Trubba, Samanta Schweblin , Patricio Pron.

A produção literária do país está a mil, mas o governo insiste em vender lá fora, mesmo em feiras literárias, ícones Gardel, Che, Evita e até Maradona, atiçando a indignação de muitos escritores. A coluna completa está AQUI.


El Biografo

Cinema como os de antigamente

 

Embora o bairro Bellavista seja o mais boêmio, me apaixonei por Lastarria, um bairro pequeninho que fica entre o Cerro Santa Lucía e o Parque Florestal, ao lado do Bellas Artes.

É bem onde está a feira de antiguidades e livros que funciona de quinta a sábado entre as ruas Rosal e Merced, em frente ao pátio do Museo de Artes Visuales, o MAVI que, infelizmente, nao tive tempo de conhecer.

É também nesse bairro que está a Plaza Mulato Gil de Castro e o cinema El Biógrafo.

As ruelas são cheias de pequenos cafés, restaurantes e galerias de arte, mas não possuem o clima agitado do Bellavista.

Para comer, indico o Patagonia Resto Bar e, de sobremesa, os sorvetes do Emporio La Rosa, com sabores que combinam, por exemplo, chocolate com manjericão.

Cerro Santa Lucia, Mercado Publico e Museu de Bellas Artes

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Santiago começou bem aqui, em 1540

Um dia típico de turista começa com uma visita ao cerro Santa Lucia, cuja vista é essa aí de cima. O outro lado dá para a cordilheira. O trajeto é fácil de percorrer, não exige preparo físico e proporciona uma visão de 360 graus da cidade. O lugar é cheio de recantos.

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Um carangueijo grande?

Em seguida, outro clássico. Almoço no mercado público, onde todo mundo vai comer um bicho muito estranho chamado centolla que, óbvio, passei longe. Melhor encarar um salmão ou congro.

Para fazer a digestão, Museu Bellas Artes. No final de semana estava em exposição uma excelente mostra de fotografia da nova geração berlinense e, no  saguão, artistas faziam suas obras ao vivo e a cores, pra gente acompanhar todo o processo criativo.

Ah, bem pertinho do museu tem um café chamado Café de las Artes (claro!!), que é super bacana. É só atravessar a rua.

Bellas Artes

Arte ao vivo

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Poema de Neruda, em frente a La Chascona

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Arte callejera, cerca de La Chascona

Voltei do Chile cheia de dicas e coisas para contar, mas vamos por partes. Primeiro, achei Santiago super cara. Ou talvez eu esteja apenas mal acostumada com a Argentina. Não sei…

De qualquer forma, parece que não esta caro para os brasileiros. A cidade estava lotada de brazucas, bem mais que aqui, como se isso fosse possível.

Mas vamos às dicas. Na verdade, na verdade, não são dicas, porque só fiz o básico. Então são as minhas impressões do que todo mundo já sabe…

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Vista de La Chascona

Um dos meus passeios preferidos foi a visita a La Chascona, casa que Pablo Neruda construiu para viver com Matilde Urrutia – primeiro quando eram amantes e, mais tarde, casados oficialmente. É a segunda vez que vou ao Chile e a segunda vez que visito essa casa, uma das tres que o poeta construiu no país.

Adoro. Principalmente porque a história de amor deles é linda. Se conheceram na residencia do muralista Diego Rivera, no México, e passaram seis meses se amando em Capri, na Itália, antes de voltarem para o Chile. Como Neruda era casado na época, o poeta construiu a casa para os dois se encontrarem.

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Neruda e Matilde

A construção tem três níveis, erguidos em épocas diferentes, e simula um barco. Tem passagens secretas, muitos objetos curiosos, originais, e uma vista deslumbrante para a cordilheira. O nome, La Chascona, é uma palavra quechua que significa “cabelo desordenado” o “despenteado”, um dos apelidos que o poeta deu a Matilde.

Depois da norte de Neruda, a casa sofreu um ataque de vandalismo por parte dos militares, que jogaram cerca de 2 mil livros no canal que passava por dentro do terreno. Isso causou bloqueou a passagem da água, causando uma inundação na casa. Mesmo assim, foi ali que Neruda foi velado e de onde saiu o cortejo até o cemitério, ato que se constituiu na primeira manifestação publica contra o golpe militar.

A historia esta toda AQUI, bem como outras fotos. É proibido fotografar o interior da casa, mas achei uma no New York Times. Segue abaixo.

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Os poetas do poeta

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Uma das coisas mais bacanas que vi em Santiago… é da Argentina. A exposição de fotos Atlas de Borges, que apresenta mais de 130 imagens de viagens do escritor Jorge Luis Borges por cerca de 20 cidades do mundo. Sempre acompanhado de Maria Kodama, sua companheira. Filadélfia, Paris, Roma, Buenos Aires, Istambul, Veneza, Genebra, Creta.

É quase (que ninguém me mate por dizer isso) uma “Caras” literária. Me senti bisbilhotando um pouquinho na vida de Borges. Além disso, foi a primeira vez que vi Kodama assim, de perto. Para mim é como encontrar com Yoko Ono! Ela foi à feira para a abertura da mostra e para uma conferencia sobre o escritor.

Essa exposição já tinha sido apresentada em Buenos Aires em 2006, mas como ainda não morava na Argentina achei um privilegio poder vê-la no Chile. Quem quiser espiar também pode clicar AQUI.

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“Descubrir lo desconocido no es una especialidad de Simbad, deErico el Rojo o de Copérnico. No hay un solo hombre que no sea un descubridor. Empieza descubriendo lo amargo, lo salado, lo cóncavo, lo liso, lo áspero, los siete colores del arco y los veintitantas letras del alfabeto; pasa por los rostros, los mapas, los animales y los astros; concluye por la duda o por la fe y por la certidumbre casi total de su propia ignorancia.”

Borges

bandeira chileEstou em Santiago, para a feira do livro, que este ano tem a Argentina como paìs homenageado. Segunda-feira conto tudinho. Onde tomar os melhores piscos e comer o melhor salmao…Amanha vou alugar uma bici e rodar toda a cidade. Enquanto isso, to seguindo as dicas do Destemperados, um blog feito por trës amigos que passam todo o tempo provando delícias mundo afora. Vidinha ruim….

PS: como vcs podem ver, continuo com problemas de acentuacao, mas nem tentei entender o teclado chileno para nao perder tempo.

Paul_Auster

Desde a semana passada, ao comprar o jornal Página 12 e pagar mais 9 pesos (menos de 5 reais), dá para levar para casa um excelente livro.

É uma promoção para comemorar aos 40 anos da editora Anagrama. Divulgo aqui por que tem muita gente que não compra normalmente esse jornal, mas essa iniciativa vale a pena. O primeiro “colecionável” foi La habitación cerrada, novela que encerra  a Trilogia de Nova York, de Paul Auster.

Mas deem uma espiada em quem mais vem por aí:

César Aira (Váramo), Pedro Almodóvar (Patty Diphusa), Martin Amis (Visitando a Mrs. Nabokov), Mario Bellatín (Damas chinas), Roberto Bolaño (La universidad desconocida -fragmentos), Hanif Kureishi  (Mi hermosa lavandería), Ian McEwan (Primer amor, últimos ritos), Amélie Nothomb (Cosmética del enemigo) e Alan Pauls (Historia del llanto), entre muuuuitos outros.

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